A tabela do Imposto de Renda será alterada a partir de 1º de janeiro de 2026, em razão da lei que isenta do IR trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro. A Receita Federal regulamentou as novas regras em dezembro e atualizou as tabelas mensal e anual.
Com a mudança, haverá redução de até R$ 312,89 no imposto, garantindo isenção total para quem ganha até R$ 5.000. Já os contribuintes com rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 também serão beneficiados, com desconto decrescente no valor do imposto, que zera a partir desse limite. Acima dessa faixa, passam a valer as alíquotas progressivas tradicionais, de 7,5% a 27,5%.
O novo modelo prevê duas tabelas simultâneas: uma com as alíquotas atuais e outra específica para isenção ou redução do imposto, aplicada conforme a faixa de renda. As alterações terão impacto direto na declaração do Imposto de Renda de 2027, referente aos rendimentos de 2026.
Na tabela anual, a isenção integral alcança rendimentos de até R$ 60 mil por ano, com redução gradual até zerar em R$ 88,2 mil. A partir desse valor, o imposto volta a ser cobrado integralmente. As alíquotas anuais seguem progressivas, chegando a 27,5% para rendas mais altas.
A nova regra beneficia trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. Aposentados mantêm ainda uma isenção adicional mensal de R$ 1.903,98 a partir do mês de aniversário. Permanecem válidas deduções por dependente, educação e o desconto simplificado.
O projeto que instituiu a mudança é de autoria do governo federal e foi relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), mantendo a isenção até R$ 5.000, uma das principais promessas de campanha do presidente Lula.