Veja como fica o desconto do INSS no seu salário em 2026

Profissionais com carteira assinada, empregados domésticos, trabalhadores avulsos, autônomos e microempreendedores individuais passaram a contribuir com novos valores ao INSS em 2026. A nova tabela entrou em vigor em 1º de janeiro, mas os descontos atualizados começam a ser aplicados a partir do pagamento de fevereiro, já que a contribuição incide sempre sobre o mês anterior.

As faixas de contribuição foram reajustadas em 3,90%, índice correspondente à inflação medida pelo INPC em 2025, o mesmo utilizado para corrigir aposentadorias acima do salário mínimo. Com isso, o teto do INSS subiu para R$ 8.475,55 e o salário mínimo passou a ser de R$ 1.621.

Para trabalhadores com carteira assinada, domésticos e avulsos, as alíquotas continuam sendo progressivas, variando de 7,5% a 14%, aplicadas por faixa de renda, como determina a reforma da Previdência em vigor desde 2019. O recolhimento é feito diretamente pelo empregador. Na prática, quem recebe o salário mínimo contribui com cerca de R$ 121,58 por mês, enquanto quem ganha o teto passa a recolher aproximadamente R$ 988,09.

Os autônomos, contribuintes individuais e facultativos também tiveram os valores atualizados. Quem opta pela alíquota de 11% sobre o salário mínimo contribui com R$ 178,31 mensais, tendo direito apenas à aposentadoria por idade no valor mínimo. Já aqueles que escolhem a alíquota de 20% podem contribuir sobre valores entre o piso e o teto do INSS, garantindo acesso a todos os benefícios previdenciários; nesse caso, a contribuição pode chegar a R$ 1.695,11 no teto.

O MEI também teve reajuste: a contribuição mensal passou para R$ 81,05, equivalente a 5% do salário mínimo, além das taxas de ICMS e/ou ISS, conforme a atividade. O pagamento garante acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, desde que a contribuição esteja em dia e seja cumprida a carência exigida.

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