Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026

Após avançar 7% em 2024, a inflação de alimentos perdeu força em 2025, mas ainda fechou o ano com alta de 2,9%, segundo dados do IBGE divulgados na sexta-feira (9). A desaceleração foi puxada principalmente pela queda nos preços de itens básicos do prato do brasileiro, como arroz e feijão, beneficiados por colheitas maiores e clima mais favorável.

O preço da carne bovina seguiu elevado, porém com aumento bem menor que no ano anterior. Cortes como contrafilé e picanha tiveram inflação próxima de 1% a 3% em 2025, após altas expressivas em 2024. Mesmo assim, especialistas alertam que a carne deve voltar a encarecer em 2026, devido à expectativa de queda na produção, menor oferta de animais para abate e aumento da demanda interna, influenciada por eleições, Copa do Mundo e medidas de estímulo à renda.

Ovos e frango também registraram alta. Os ovos encerraram 2025 com inflação de 4%, após forte volatilidade ao longo do ano, enquanto o frango subiu 6%, ainda pressionado pela alta demanda, já que consumidores têm priorizado proteínas mais baratas diante do baixo poder de compra. Analistas avaliam que dificilmente esses preços recuarão em 2026.

Já o arroz ficou mais barato em 2025, impulsionado por um crescimento de mais de 20% na produção. Especialistas indicam que ainda pode haver novas quedas no curto prazo, embora uma colheita menor em 2026 possa provocar leve recuperação dos preços, sem grandes impactos ao consumidor.

No caso do feijão, o preto teve forte queda de preços devido ao aumento da produção, enquanto o carioca manteve valores mais estáveis, com expectativa de pouca oscilação nos próximos meses.

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