Venezuela pede à ONU libertação imediata de Maduro, preso nos EUA

A Venezuela formalizou às Nações Unidas, nesta segunda-feira (23), um pedido para que os Estados Unidos libertem “imediatamente” o ex-presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, presos em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de tráfico de drogas. A solicitação foi feita pelo chanceler venezuelano Yván Gil diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU, defendendo que a detenção do casal foi resultado de uma ação militar “ilegal” e denunciando o que chamou de uso seletivo de direitos humanos como “instrumento de guerra política”.

Maduro, que governou a Venezuela entre 2013 e 2026 e se declarou “prisioneiro de guerra”, foi capturado em 3 de janeiro por forças dos EUA em uma incursão que incluiu bombardeios em Caracas, segundo reportagem internacional. Flores foi detida na mesma operação. Gil também pediu o fim das sanções contra a Venezuela e afirmou que o país busca “fortalecimento das instituições” enquanto trabalha com a comunidade internacional.

O pedido de libertação ocorre em paralelo a uma ofensiva interna liderada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que promulgou uma lei de anistia em 19 de fevereiro como parte de um pacote de reformas políticas. A legislação resultou na libertação de centenas de presos políticos e na suspensão de restrições legais a milhares de pessoas, embora direitos humanos e organizações de defesa civil considerem o alcance da lei insuficiente e excludente — por exemplo, não contemplando muitos casos envolvendo militares.

Relatórios de ONGs indicam que centenas de detentos políticos foram libertados desde a aprovação da lei, mas ainda permanecem dezenas ou centenas sob custódia, e alguns, como cerca de 200 presos em Rodeo I, iniciaram greve de fome devido às exclusões da anistia.

Enquanto isso, a União Europeia discute a possível suspensão de sanções contra Delcy Rodríguez após a aprovação da lei de anistia, embora ainda não haja consenso entre os países do bloco.

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