Uma ala próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a defender o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE) para compor como candidata a vice em uma eventual chapa presidencial. A movimentação ocorre nos bastidores e tem como objetivo ampliar a presença política no Nordeste e melhorar a aceitação do grupo entre o eleitorado feminino.
De acordo com interlocutores, Flávio ainda não tomou uma decisão definitiva, mas vê com bons olhos a possibilidade. A estratégia reflete a avaliação de aliados de que é necessário fortalecer a campanha em regiões onde o desempenho do grupo é mais frágil, especialmente no Nordeste, considerado um dos principais redutos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesse contexto, nomes como o do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enfrentam resistência após declarações críticas à região. Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS), embora bem vista por lideranças do Centrão, tem reiterado que não pretende integrar a chapa.
Internamente, o grupo mais ideológico ligado a Flávio Bolsonaro também defende um nome que represente alinhamento direto com o projeto político do senador. Nesse cenário, Priscila Costa surge como alternativa viável. Vereadora em Fortaleza, ela é pré-candidata ao Senado, preside o PL Mulher no Ceará e ocupa a vice-presidência nacional do partido, ao lado de Michelle Bolsonaro.
Levantamento recente da Quaest, divulgado em 15 de abril, aponta os desafios eleitorais enfrentados por Flávio na região Nordeste. Segundo a pesquisa, Lula aparece com 55% das intenções de voto, enquanto o senador soma 24%. Entre o eleitorado feminino, a diferença também é significativa: Lula registra 39%, contra 28% de Flávio. Entre os homens, o desempenho do senador é um pouco melhor, com 36%.
O estudo ouviu 2.004 pessoas e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.