O whey protein, um dos suplementos mais consumidos por quem busca aumentar a ingestão de proteínas, está ficando mais caro em diversos mercados. A alta é resultado principalmente do crescimento da procura e das dificuldades para ampliar a produção da matéria-prima.
No Brasil, as vendas de whey aumentaram 124% em volume no varejo entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento da Scanntech. O produto também passou a ser utilizado em uma variedade maior de alimentos e bebidas, deixando de ficar restrito aos tradicionais shakes e barrinhas.
Outro fator que ajudou a impulsionar a procura foi o crescimento do uso de medicamentos para emagrecimento. Pessoas que utilizam essas substâncias costumam receber orientação para aumentar o consumo de proteínas e preservar a massa muscular.
O problema é que o whey é produzido a partir do soro do leite, um subproduto da fabricação de queijos. Como a produção de queijo não cresceu na mesma proporção da demanda pelo suplemento, a oferta da matéria-prima ficou mais limitada. Além disso, especialistas apontam dificuldades na capacidade industrial de filtragem e secagem.
Nos Estados Unidos, um dos principais produtores mundiais, o preço do whey com 80% de proteína quase triplicou durante 2025. A expectativa é de que os valores continuem pressionados.
Para quem não quer gastar tanto, especialistas citam alternativas como caseína, albumina e proteína isolada de soja. Alimentos como frango, carne bovina, peixes, ovos e laticínios também são boas fontes de proteína.
A recomendação geral é de pelo menos 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal ao dia, embora a necessidade possa variar conforme idade, rotina e objetivos de cada pessoa.
Com a valorização do whey, especialistas ainda alertam para o risco de produtos adulterados. A orientação é comprar suplementos de marcas e estabelecimentos confiáveis e desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado.